Rui Narciso, treinador do Torreense: “Subir de divisão é muito difícil, mas é possível”

Depois de vários anos a treinar na formação do Torreense e uma curta passagem pelos seniores, o técnico Rui Narciso, natural de Torres Vedras, regressou e começou finalmente a mostrar o seu trabalho na liderança da equipa principal.

Entrou no final da época 2015/2016 para substituir Filipe Moreira e, apenas a três jornadas do fim do campeonato, obteve um empate e duas vitórias, que permitiram ao Torreense evitar a descida aos distritais. Na época 2016/2017 levou a formação à fase de subida pela primeira vez e o ano passado ficou em quarto lugar. Agora prepara-se para iniciar uma nova época, com o objetivo no horizonte de qualificar o Torreense nos dois primeiros lugares. Para já está satisfeito com o trabalho realizado na pré-época.

 

Qual é a perspetiva do Torreense para esta época? A equipa está a trabalhar bem?

Acho que conseguimos construir um grupo com um conjunto de jogadores de qualidade. Acredito que temos um plantel mais equilibrado em relação às duas últimas épocas, com mais algumas soluções e mais qualidade em alguns setores. Ao longo destas quatro semanas de preparação tem dado uma boa resposta, um empenho muito grande dos jogadores em tentar assimilar as ideias da equipa técnica em relação ao modelo de jogo que pretendemos. Os jogos de preparação têm deixado boas perspetivas e queremos transportar isso para o campeonato.

 

É importante jogar a primeira jornada em casa ou é irrelevante?

Para mim é sempre importante começar o campeonato em casa, com o apoio dos nossos adeptos, dá sempre alguma ajuda e uma motivação extra.

 

Neste momento ainda pouco se sabe sobre a capacidade das equipas adversárias?

Hoje em dia as equipas já trabalham bem, mesmo nas divisões semi-profissionais, e tentam obter informações sobre os adversários. Todos lutam com as mesmas armas nesse aspeto.

 

Saíram alguns jogadores importantes da equipa. Os reforços conseguem colmatar essas saídas?

Por agora estou muito satisfeito com todos os reforços. Quando vamos buscar um jogador temos uma perspetiva que pode ou não correr bem…

 

Já aconteceu…

Sim, o ano passado, por exemplo, o Monteiro e o Guti. Mas neste momento, com os jogadores que fomos buscar e com os que transitam da época passada, posso dizer que estou muito satisfeito, não só a nível do empenho mas também do rendimento. Estão todos a dar uma boa resposta.

 

Os que transitam da época passada também garantem uma boa base?

Cerca de metade do plantel transita da época passada. Numa fase inicial da época esses jogadores são fundamentais, porque já estão a trabalhar comigo há dois anos, já têm as ideias assimiladas e são eles que passam a mensagem daquilo que se quer dentro do campo.

 

Nos últimos três anos saíram dois jogadores para a 1ª Liga. O Torreense é uma boa montra?

É uma preocupação de um clube como o Torreense e deve continuar a ser. Temos diversos tipos de jogadores que queremos potenciar, os que vêm de fora, os juniores da formação que sobem à equipa principal, até para haver uma ligação aos adeptos, e depois ainda potenciar os jogadores chineses que faz parte do projeto da administração da SAD. Neste momento o Torreense é importante para potenciar esses jogadores e dá- -lhes essa montra que é necessária.

 

Há jogadores muito jovens no plantel. Têm potencial?

Sim, temos três ex-juniores, o Batalha é um jogador muito jovem, o Tomás Jorge também. Os próprios chineses são muito novos, o mais velho tem 23 anos. Dos que por aqui passaram há dois que atuam na primeira liga chinesa e jogam regularmente, o Lingfeng e o Boxuan. Mas tentamos equilibrar essa juventude com outros jogadores mais experientes, para ajudar ao crescimento deles e também pelos resultados desportivos, que tem de estar sempre presente e temos de nos focar nisso.

 

Quais as possibilidades do Torreense esta época, com mais quatro jornadas e numa série um pouco mais para norte do país?

Sabemos que subir de divisão é muito difícil, porque só sobem duas, mas é possível. Agora temos de estar focados nas 34 jornadas que vamos disputar na fase regular. Sabemos que existe um grande leque de equipas nesta série com os mesmos objetivos do Torreense. Gostávamos de ter a competência para ficarmos nos dois primeiros lugares da série.

 

Chegando à segunda fase são jogos a eliminar, a duas mãos, e aí tudo é possível?

Exatamente. Nessa fase não há jogos fáceis, todas as equipas ficaram nos dois primeiros lugares das suas séries e têm muita qualidade. O União de Leiria anda há quatro anos a tentar subir, no playoff da época passada não perdeu jogo nenhum e acabou por não subir. É muito difícil. Mas se o Torreense estiver envolvido nessa fase já será bom.

 

Que equipas podem ser as mais complicadas?

Há muitas. O Vilafranquense, o U. Leiria, o Fátima, o Benfica de Castelo Branco, o Loures fez um investimento fortíssimo para esta época, o Anadia também tem uma boa equipa este ano. Mas em 34 jornadas há mais margem de erro para se poder recuperar, é uma prova de longa duração.

 

Subirem só duas equipas não é pouco?

Eu também compreendo que quem sobe à 2ª Liga faz grandes investimentos e depois não quer descer e quer proteger-se. Mas é claro que fazia sentido subirem pelo menos quatro equipas aos escalões profissionais, a vencedora de cada série.

 

A equipa técnica tem vindo a ter cada vez mais elementos. Isso já permite ter uma estrutura mais qualificada para coadjuvar o técnico principal?

Identificamos lacunas que vão existindo de ano para ano e tentamos melhorar. Começámos com quatro e neste momento somos sete. Dentro dos recursos disponibilizados pela administração, procuramos melhorar e evoluir para estarmos preparados e podermos enfrentar os desafios. Este ano temos uma equipa técnica muito completa, com diversas vertentes e diferentes competências, com gabinete de scouting e análise dos adversários que nos permite fazer um trabalho ativo na análise da equipa e dos adversários para reduzirmos os nossos erros.

 

Relativamente às condições disponíveis, dava jeito mais um campo relvado para treinar ou um centro de treinos?

Era importante termos outro campo relvado para podermos preparar as nossas unidades de treino, sobretudo quando chove, para não sobrecarregar o do estádio. Nesta fase da época temos treinado no relvado número dois, que já é melhor que nada, mas seria importante para nós podermos ter um campo com dimensões normais onde pudéssemos treinar durante a semana. Mas compreendo que é difícil e vamos trabalhando com o que temos.

 

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